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Título
A ESTAGNAÇÃO DO TRABALHO E OS SUJEITOS EXCLUÍDOS DO PROCESSO PRODUTIVO, COM COBERTURA SOCIAL

Aluno: Kelly Evangelista Paris - IC-Voluntária - Curso de Gestão Pública (Setor Litoral) (N) - Orientador: Mayra Taiza Sulzbach - Departamento de Economia - Área de conhecimento: 60000007 - Palavras-chave: trabalho; educação; jovens.

Nos últimos anos grandes transformações vêm ocorrendo no tocante a educação e o mercado de trabalho, afetando especialmente a parcela jovem da população. O debate acerca do ensino superior tem sido crescente no país, destacando-se os promovidos pelas recentes políticas de acesso ao ensino superior público e privado. A transferência de renda condiciona aos jovens a oportunidade de promoverem sua capacitação e permanência na rede de ensino. O período de estudos coloca os jovens estudantes em situação de não trabalho, encobrindo o problema da defasagem estrutural de empregos, causada pelo atual modelo de produção capitalista. Assim, ao mesmo tempo em que se promove a capacitação para o trabalho, o mercado de trabalho se mostra incapaz de absorver esta parcela da população. Neste contexto, faz se necessário investigar o caráter da formação de nível superior e técnico profissionalizante que vem sendo ofertada aos jovens de nosso país e se estas realmente visam à emancipação do sujeito ou sua subordinação. Este trabalho parte da elaboração de revisão teórica acerca da transformação do mundo do trabalho, e documental sobre a formação superior, elementos que contribuem para delinear a atual situação das capacitações ofertadas pelos programas de governo, evidenciando o tipo de formação que está sendo promovida, se subordinada ou autônoma para o sujeito. A sociedade contemporânea passou por fortes transformações no mundo do trabalho, principalmente no que se refere à área tecnológica, ao sistema produtivo e organizacional. Segundo Cacciamali, Braga e Dieese (2006) os jovens em idade de trabalhar constituem um dos segmentos mais vulneráveis na busca por um posto de trabalho, uma vez que, concorrem com pessoas de maior experiência profissional. Além disso, as altas taxas de inatividade, principalmente entre os de 16 a 17 anos, podem ser explicadas pelo maior tempo dedicado à educação, resultante do maior acesso ao ensino público e devido à preocupação em aumentar a formação profissional. A busca do engajamento profissional decorre do trabalho ser um dos principais vínculos entre o desenvolvimento econômico e o social, uma vez que se destaca como mecanismo de promoção de renda, promovendo uma melhor distribuição. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (2009) cerca de 80,0% da renda total das famílias latino-americanas depende primordialmente dos rendimentos gerados no mercado de trabalho. E o conhecimento científico e técnico pode promover vantagens competitivas no mercado de trabalho mesmo que subordinados ao capital.