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Título
ESTRATÉGIAS DE CONCORRÊNCIA E DE CRESCIMENTO NA INDÚSTRIA DE AGROTÓXICOS
Aluno: Fabiano Dal-Ri - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Econômicas (M) - Orientador: Victor Manoel Pelaez Alvarez - Departamento de Economia - Área de conhecimento: 60000007 Palavras-chave: agrotóxicos; sementes; diversificação.
O objetivo desta pesquisa é o monitoramento da indústria de agrotóxicos em nível mundial, em termos das suas estratégias de crescimento e concorrência. As treze maiores empresas do ramo, em faturamento, podem ser classificadas em integradas (Basf, Bayer, Monsanto, Dow, Dupont e Syngenta) e especializadas (Arysta, Cheminova, United Phosphorus, Sumitomo, FMC, Nufarm e MAI). As integradas constituem o núcleo de uma estrutura oligopolizada de mercado, responsável por cerca de 70% das vendas mundiais. Essas empresas caracterizam-se por realizarem elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos ingredientes ativos, cujas patentes, combinadas com as marcas, permitem a obtenção de lucros extraordinários de monopólio. As especializadas, com 20% das vendas mundiais, limitam-se à fabricação de produtos com patentes vencidas (equivalentes), atuando nas franjas do mercado, onde predomina a concorrência via preços. O crescimento externo das empresas integradas tem-se caracterizado pela aquisição de empresas do ramo de sementes, em uma estratégia de gestão de ativos complementares baseada na combinação de agrotóxicos e sementes resistentes a herbicidas ou com efeito inseticida. Essa complementaridade de ativos tende a gerar um efeito de barreira à entrada às empresas situadas nas franjas do mercado, em função das economias de escopo provenientes da venda combinada desses insumos. A partir do início desta década, a mobilidade do capital das empresas do ramo tem-se orientado também ao segmento dos biopesticidas (agrotóxicos de base biológica) de forma a ampliar o escopo de atuação em mercados com regulamentações ambientais e à saúde humana cada vez mais rigorosas. A diversificação das empresas caracteriza-se como uma estratégia de "especialização dentro de amplos limites", conforme indicado por Edith Penrose, na qual a base tecnológica (síntese química e biológica, experimentação agronômica) torna-se o referencial para minimizar os riscos de atuação em novos mercados. Já o crescimento externo das especializadas limita-se principalmente à aquisição de empresas menores de agrotóxicos e de linhas de produtos das empresas integradas. Os dados do trabalho são obtidos em uma revista especializada do ramo (Agrow Magazine) e nos relatórios financeiros das empresas, em termos de: faturamento global; fusões; aquisições; e gastos com P&D.