0289

Título
AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE ARGAMASSAS ESTABILIZADAS PARA REVESTIMENTO

Aluno: Gustavo Macioski - Pesquisa voluntária - Curso de Engenharia Civil (MT) - Orientador: Marienne do Rocio de Mello Maron da Costa - Departamento de Construção Civil - Área de conhecimento: 30101018 - Palavras-chave: argamassa estabilizada; squeeze-flow; aditivo estabilizador de hidratação - Coorientador: Juliana Machado Casali.

A utilização de argamassa estabilizada tem aumentado no Brasil nos últimos anos, pois proporciona uma maior produtividade e racionalidade nas obras uma vez que a mão-de-obra não necessita aguardar o recebimento do material no início do dia de trabalho ou mesmo confeccionar a mistura na obra. Com a utilização de aditivos inibidores de hidratação, a argamassa comercializada se mantém trabalhável por até 72 horas. Contudo, pouco se sabe qual o desempenho deste material, ou mesmo como se dá o seu comportamento ao longo do dia de trabalho. Assim, o objetivo deste estudo é caracterizar alguns lotes de argamassa estabilizada comercializadas em Curitiba, avaliando alguns parâmetros no estado fresco e no estado endurecido através de ensaios ao longo do tempo. Também foi analisada a influência da sucção do substrato (que ocasiona a perda da água de amassamento) nessas propriedades. Foram realizados, no estado fresco, os ensaios de: índice de consistência, densidade, teor de ar incorporado, retenção de água, comportamento reológico por Squeeze-Flow, perda de água e tempo de início de pega. E no estado endrecido os ensaios de: resistência à tração na flexão, compressão, aderência potencial, densidade de massa e módulo de elasticidade estático e dinâmico. Os resultados obtidos demonstram diferentes comportamentos para as mesmas argamassas quando avaliadas ao longo do tempo e quando submetidas à sucção de um substrato poroso. De maneira geral as características das argamassas apresentaram um desempenho inferior àquelas normalmente encontrados em obra ou especificados pelas normas vigentes. Destaca-se, portanto, a necessidade de um controle mais rigoroso das argamassas estabilizadas distribuídas em Curitiba, bem como o estabelecimento de limites mínimos de desempenho e métodos de ensaios específicos para este tipo de material.