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Título
GANHO DE RESISTÊNCIA DA PAREDE ABDOMINAL COM USO DE TELAS DE POLIPROPILENO E DE POLIGLECAPRONE

Aluno: Paula Almeida Pamponet Moura - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Medicina (MT) - Orientador: Maria de Lourdes Pessole Biondo Simões - Departamento de Cirurgia - Área de conhecimento: 40102149 - Palavras-chave: telas cirúrgicas; hérnia ventral; cicatrização - Colaborador: Kelly Colla.

OBJETIVO: O trabalho presente visou comparar a resposta inflamatória e o ganho de resistência da parede abdominal com o uso das telas de polipropileno e com telas de polipropileno associado ao poliglecaprone na correção de falhas abdominais, em ratos. INTRODUÇÃO: A correção de hérnias incisionais é acompanhada de altas taxas de recidiva com as técnicas de sínteses fasciais. O uso de telas reduziu esta complicação, mas aumentou as taxas de complicações como: fístulas, aderências e infecção. A tela padrão é a de polipropileno, de característica inabsorvível. Recentemente, surgiu a possibilidade de empregar telas de polipropile-no/poliglecaprone, este componente de característica absorvível, reduziria, teoricamente, as complicações. MÉTODO: Utilizou-se 77 ratos Wistar, machos, com 140 dias de idade e peso médio de 422g, alocados em três grupos: GC (n=7), grupo controle de resistência; GE (n=35), animais tratados com tela de polipropileno e GU (n=35) tratados com tela de polipropileno/ poliglecaprone. Nos animais dos grupos GE e GU confeccionou-se uma falha músculo-aponeurótica, mantendo-se o peritônio íntegro. Trataram-se estas falhas com a tela designada para o grupo no qual estava alocado o animal. Aferiu-se com 4, 7, 14, 28 e 56 dias de pós-operatório. Avaliou-se a resistência e a intensidade da reação inflamatória, sendo mensurados por escore padrão de intensidade reacional. RESULTADOS: O ganho de resistência foi gradual e significante com o decorrer do tempo em ambos os grupos (p<0,001), com diferença entre eles apenas no 14º dia (p=0,008), no qual o grupo GE obteve maior resistência. Entretanto, nenhum dos grupos atingiu a resistência da parede normal até o 56º dia. A reação inflamatória foi de característica aguda e de maior intensidade para o GU no quarto dia.  Nos demais tempos o padrão inflamatório foi semelhante entre os dois grupos, apresentando característica agudo-crônica, que era de mínima intensidade ao 56º dia. CONCLUSÃO: A análise dos resultados, dentro das condições deste experimento, permitiu concluir que a curva de ganho de resistência das paredes corrigidas com tela de polipropileno é crescente e uniforme, estabilizando-se ao 28º dia, enquanto a das corrigidas com polipropileno/poliglecaprone é irregular. Ao final do período de observação, ambas oferecem a mesma resistência. A resposta inflamatória local é maior em GU no quarto dia e é semelhante nos dois grupos nos demais tempos.