0242
Título
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA DOENÇA, SAÚDE E MORTE
Aluno: Joel Ramalho Lopes - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Sociais (M) - Orientador: José Miguel Rasia - Departamento de Ciências Sociais - Área de conhecimento: 70206007 - Palavras-chave: sociologia da saúde; doença; cura.
O estudo de diferentes correntes teóricas dentro da sociologia e das ciências humanas abordando a temática da saúde e biomedicina ocidental moderna são extensas e complexas. Neste resumo, baseado na pesquisa que vem sendo feita no grupo de Sociologia da Saúde abordamos conceitos chave tanto da Antropologia e Sociologia contemporânea representada por LAPLANTINE (1986), GOFFMAN (1963), CANGUILHEM (1989), e de áreas como a Psicologia, difundida pela Psicanálise e pela Psicologia Analítica, representadas respectivamente por: FREUD (1939) e JUNG (1961). A análise de contextos empíricos, onde a cura se estabelece pela troca de dádivas, no caso de transplantados do Hospital de Clínicas da UFPR se faz necessário um respaldo teórico que permita ao pesquisador desvendar a realidade sem dispensar o elementar, ou seja, respeitando e dialogando com a ordem do vivido de cada paciente. Os autores citados acima e suas diferentes concepções de cura, troca, pessoa, individuo, doença, saúde e morte nos ajudam a entender dinâmicas obscuras atrás dos discursos dos agentes, tanto os afetados pela doença em seus corpos como os familiares que convivem com o paciente e pôr fim a equipe multidisciplinar que convive e cuida do paciente. Com esse panorama amplo, o Grupo de Pesquisa em Sociologia da Saúde amplia o escopo da própria ciência. Através de LAPLANTINE (1986) podemos pensar os diferentes modelos terapêuticos em nossa sociedade. O autor destaca a necessidade de entender como foi representada a morte, a saúde e a morbidez através desses modelos. Com GOFFMAN (1963) podemos entender como se dá agência e seus mecanismos sociais de controle das Instituições ditas totais, no caso dos Hospitais, bem como o significado da internação, a atuação da Equipe Médica. As representações sociais nestes cenários nos fornecem um mecanismo de análise perspicaz, pois nos permitem entender as dinâmicas possíveis do vivido.