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Título
PADRÕES DOS TEORES DE CARBONO DE DIFERENTES ESPÉCIES FLORESTAIS DE PLANTIOS COMERCIAIS
Aluno: Samuel Alves da Silva - IC-Voluntária - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Ana Paula Dalla Corte - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50202006 - Palavras-chave: teores de carbono; fixação de carbono; mdl - Coorientador: Carlos Roberto Sanquetta - Colaborador: Francelo Mognon, Aurélio Lourenço Rodrigues.
O presente trabalho teve como objetivo a avaliação dos padrões de teores de carbono em diferentes espécies florestais e seus compartimentos. Para tanto, utilizou-se uma base de dados de teores de carbono de espécies florestais, provenientes do determinador de carbono LECO 144. Também foi realizada uma avaliação desse tema em literatura científica, a fim de detectar as semelhanças e as diferenças significativas entre a base de dados e a literatura. Partiu-se de uma base de dados de 5.577 amostras contendo informações de 100 espécies florestais. Dessas 783 amostras eram do gênero Pinus e 334 do gênero Eucalyptus. O gênero Pinus apresentou médias de 44,29% para o compartimento fuste, 47,96% para casca, 46,32% para folhagem, 44,81% para galhos e 44,51% para raízes. O gênero Eucalyptus apresentou médias de 43,24% para o compartimento fuste, 40,93% para casca, 48,46% para folhagem, 43,78% para galhos e 42,59% para raízes. Foi aplicada uma análise de variância seguida de uma analise de agrupamento por distância euclidiana para as espécies e seus compartimentos em função das semelhanças de teores de carbono, nesse processo foram levadas em consideração apenas as espécies que atenderam o critério de possuírem pelo menos 30 repetições por espécie, portanto, dessas apenas 900 amostras e 30 espécies participaram da avaliação e as demais amostras foram descartadas dessa análise. Os teores de carbono variaram entre 47,4% e 34,89%. As espécies que apresentaram os maiores teores foram: Carapa guianensis e Pinus spp. As espécies que apresentaram os menores teores foram: Combretum sp e Balanites aegyptiaca. A análise de variância indicou diferenças significativas, para 95% de probabilidade, entre os teores de carbono das espécies avaliadas, bem como em seus compartimentos. Os compartimentos formaram dois grandes grupos, o primeiro, com maiores semelhanças estão presentes acículas, galho vivo e raiz e no segundo, casca, colmo, folhas, galho vivo e madeira nessa ordem. Já as espécies formaram quatro grupos, sendo o primeiro composto por 10 integrantes, entre eles: Acacia mearnsii e os gêneros Populus e Eucalyptus. O segundo composto por 6 espécies, entre eles: Eucalyptus dunnii e Eucalyptus grandis. O terceiro grupo composto por 5 espécies, entre eles: Araucaria angustifolia e Tectona grandis. O quarto grupo composto por 6 integrantes, entre eles: gênero Pinus spp. e a espécie Dendrocalamus giganteus, além de três espécies desagregadas que ficaram distantes dos demais, sendo respectivamente as espécies: Mimosa scabrella, Balanites aegyptiaca e Ateleia glazioviana.