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Título
EVOLUÇÃO DO CLIMA RECENTE NAS ÁREAS DE FLORESTA OMBRÓFILA MISTA E INFLUÊNCIAS SOBRE O CRESCIMENTO DE ESPÉCIES FLORESTAIS ARBÓREAS
Aluno: Luara Castilho Pereira - PIBIC/CNPq - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Carlos Roberto Sanquetta - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50202049 - Palavras-chave: branquilho; mudanças climáticas; incremento diamétrico - Coorientador: Ana Paula Dalla Corte - Colaborador: Aurélio Lourenço Rodrigues.
As variáveis meteorológicas exercem grande influência sobre o desenvolvimento das comunidades vegetais, influenciando importantes processos ecológicos, bem como o crescimento das espécies. Esta pesquisa teve como intuito avaliar a relação entre o crescimento diamétrico das espécies arbóreas nativas Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze e Sebastiania commersoniana (Baill.) com variáveis meteorológicas, com base em dados de inventário florestal contínuo. Os dados de crescimento foram coletados em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista em São João do Triunfo, PR, em 3 parcelas permanentes do Programa de Pesquisas Ecológicas - PELD Sítio 9, onde são efetuadas medições anuais desde 1995. Os dados meteorológicos foram obtidos a partir de estações meteorológicas oficiais mais próximas. Nas análises foram consideradas as seguintes variáveis meteorológicas: T. mínimas absolutas, T. Máximas absolutas, T. Mínimas médias, T. Máximas médias, T. Média, Precipitação, Dias com chuva, Insolação e Evaporação. Para todas as variáveis foram utilizadas médias mensais e anuais. Por meio da correlação linear simples identificou-se as variáveis meteorológicas de maior influência sobre o crescimento diamétrico médio das espécies estudadas, considerando-se um período de 16 anos. Como resultando, observou-se que o crescimento da espécie A.Angustifolia, apresentou correlação significativa com as temperaturas mínimas absolutas do mês de maio do ano anterior (r= 0,6588; p<0,05). Já a espécie S. commersoniana apresentou correlações especialmente com as variáreis climáticas do mês de maio do ano corrente (T. Mínima, T. Máxima, T. Máxima Absoluta, e Insolação). Tais resultados podem ser justificados pelo prolongamento do período de crescimento das espécies, uma vez que as correlações com as variáveis citadas foram positivas, indicando maior crescimento quando as temperaturas são mais elevadas nesta época do ano (início do Outono). Conclui-se, que temperaturas mais elevadas no início do Outono podem prolongar o crescimento das espécies avaliadas. Adicionalmente, conclui-se que dados de inventários contínuos são relevantes no estudo das relações do crescimento de espécies arbóreas com variáveis ambientais como as de ordem climática.