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Título
EMERGÊNCIA E DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE MIMOSA SCABRELLAAPÓS SEMEADURA EM ÁREA DE CONTROLE DA ESPÉCIE INVASORA BAMBU-DOURADO, CURITIBA, PR
Aluno: Luana Cristina dos Santos Honorato - PET - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Christopher Thomas Blum - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50205048 - Palavras-chave: bracatinga; restauração florestal; invasão biológica.
O bambu-dourado (Phyllostachys aurea Rivière & C. Rivière) é uma espécie de origem chinesa, com crescimento rápido e agressivo. É de difícil controle, pois sua reprodução ocorre por rizomas longos que crescem em várias direções, possuindo rápida regeneração. A bracatinga (Mimosa scabrella Benth.) é uma espécie com ocorrência em maior escala no Sul do Brasil na Floresta Ombrófila Mista, é pioneira e instala-se facilmente em ambientes de solo descoberto, por esses motivos é bastante utilizada para a restauração florestal. Desta forma, este trabalho tem por objetivo avaliar a emergência e o desenvolvimento inicial de plântulas de Mimosa scabrella em área onde foi realizado o corte raso de bambu-dourado, visando verificar o potencial desta espécie na redução do rebrotamento do bambu. A área de estudo está localizada no Campus III da UFPR, sendo caracterizada por uma densa população de bambu-dourado. A seleção da área para o experimento teve como critério manter uma homogeneidade do relevo e solo. Em seguida foi realizada a limpeza, através do corte e retirada de toda a parte aérea do bambu. A quebra de dormência das sementes de bracatinga foi realizada através da imersão em água a 80ºC e repouso por 24 horas na mesma água em temperatura ambiente. A semeadura foi realizada no dia 06/05/2014 com seis repetições. Em cada parcela (4,4 m²) foram semeadas 120 sementes, distribuídas em 40 covas com espaçamento de 0,27x0,40m, sendo em cada cova colocadas três sementes. Na semana seguinte à semeadura foram feitas irrigações diárias, por 10 dias, com exceção dos dias de chuva. Após a semeadura, foram feitas avaliações semanais de emergência, nas quais foram contabilizadas todas as plântulas com protófilos desenvolvidos. As avaliações de emergência ocorrerão pelos dois primeiros meses e a partir deste período serão mensurados sobrevivência e crescimento em diâmetro e altura com periodicidade trimestral. A emergência iniciou na segunda semana após o plantio, sendo registrada uma média de 42,2 ± 11,5 plântulas por parcela. A porcentagem média de covas com emergência de plântulas por parcela foi de 61,7 ± 10,6%. A princípio houve uma baixa emergência de plântulas, tendo em vista o comportamento da espécie em estudos de germinação. Esse resultado pode ser decorrente de variáveis ambientais, como temperaturas elevadas em certos dias após o plantio. É provável que os valores de emergência aumentem no decorrer das avaliações, durante as quais também será possível avaliar o desenvolvimento inicial das plântulas e consequentemente seu potencial de controle do bambu-dourado.