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Título
ESTABELECIMENTO IN VITRO DE ACACIA MEARNSII DE WILD
Aluno: Jéssica Monise Jasper Furlan - IC-Voluntária - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Antonio Rioyei Higa - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50103059 - Palavras-chave: micropropagação; desinfestação; clonagem - Coorientador: Angela Cristina Ikeda - Colaborador: Vanessa Ishibashi.
A Acacia mearnsii De Willd., chamada popularmente de acácia-negra, possui importância ecológica e econômica, por apresentar uma série de características multifuncionais. Da sua casca é extraída o tanino, a madeira fornece energia ou fibra para produção de papel. A espécie também é indicada para controle de erosão e melhorias nas propriedades química do solo e pode ser plantada em consórcio com culturas agrícolas e criação de animais. É o quarto gênero mais plantado no Brasil com 148.311 hectares, principalmente em pequenas propriedades do Rio Grande do Sul. As mudas são originadas principalmente de sementes formando uma floresta irregular. Assim, torna-se de grande utilidade a clonagem da espécie que, além de propiciar uma floresta mais homogênea, pode aumentar a produtividade por meio da multiplicação de genótipos superiores. Uma técnica viável de clonagem é a micropropagação da acácia-negra. No entanto, o gênero apresenta muitos problemas durante o estabelecimento in vitro, especialmente na fase de desinfestação dos explantes. O objetivo deste trabalho foi testar diferentes concentrações do fungicida Derosal 500® sc em gemas axilares de Acacia mearnsii para desinfestação dos explantes e estabelecimento in vitro da espécie. O experimento foi realizado no Laboratório de Genética e Melhoramento Florestal - LAMEF da Universidade Federal do Paraná com gemas do clone JCCS 976 oriundo do minijardim clonal. As gemas foram lavadas em solução de Tween 20® e água corrente por 10 minutos, depois imersas em álcool 70% por cinco minutos, em hipoclorito de sódio 2% por 10 minutos e em solução de Derosal 500® sc em diferentes concentrações: 0,1% 0,2% e 0,3% por 10 minutos. Após a desinfestação, as gemas foram inoculadas em tubos de ensaio contendo 10 ml de meio de cultura Murashige e Skoog (1962) na proporção ¾ semi-solidificado em ágar, com sacarose, mio-inositol e PVP (Polivinilpirrolidona). O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, com cinco blocos, quatro tratamentos e oito explantes por tratamento. As avaliações foram realizadas aos sete e 14 dias, após a inoculação. Foi avaliado se houve a presença de fungos, bactérias, necrose e oxidação. Na primeira avaliação, 94% dos tubos apresentavam algum tipo de alteração: 83% causada por fungos, 4% por bactérias e 7% por fungos e bactérias. Na segunda avaliação, 100% dos explantes apresentavam alguma infestação, 88% por fungos, 1% por bactérias e 11% por fungos e bactérias. Não houve diferença entre os tratamentos, pois foi observado alterações em 100% dos explantes.