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Título
SOBREVIVÊNCIA E DESENVOLVIMENTO INICIAL DE MUDAS DE TRÊS ESPÉCIES ARBÓREAS NATIVAS EM PLANTIO DE ENRIQUECIMENTO DE UMA CAPOEIRINHA, CURITIBA, PR

Aluno: Janyce de Oliveira Santos - PET - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Christopher Thomas Blum - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50205048 - Palavras-chave: capoeirinha; enriquecimento; desenvolvimento - Coorientador: Alessandro Camargo Angelo - Colaborador: Emily Ferreira Strujak, Franciane Feltz Pajewski.

A restauração de áreas que foram intensamente degradadas por ação antrópica pode ser acelerada através de plantios de enriquecimento com espécies nativas de estágios sucessionais mais avançados. Este procedimento é particularmente importante em áreas muito fragmentadas e desprovidas de remanescentes conservados que possam servir como fonte de propágulos para áreas em restauração. Diante deste cenário, o objetivo do experimento foi avaliar a sobrevivência e o desenvolvimento inicial de mudas de três espécies arbóreas nativas em um plantio de enriquecimento de uma capoeirinha. As espécies escolhidas - Allophylus edulis (A.St.-Hil. et al.) Hieron. ex Niederl.(vacum), Eugenia uniflora L. (pitanga) e Campomanesia xanthocarpa O. Berg (guabiroba) - são comumente encontradas em estágios sucessionais intermediários ou avançados da Floresta Ombrófila Mista. O experimento foi instalado em abril de 2014 em uma capoeirinha com cerca de 4 m de altura, situada no Campus III - Jardim Botânico, da UFPR, Curitiba-PR. O clima local é Cfb, o relevo é plano e o solo apresenta ph (CaCl2) 4,70 e saturação por bases de 58 %. Foi delimitada uma área amostral de 128 m² com características homogêneas de relevo, solos e cobertura vegetal na qual foi implantado o experimento em delineamento de blocos ao acaso com cinco repetições, cada uma com seis mudas por espécie em espaçamento 1x1 m, totalizando 18 mudas por repetição e 90 mudas no total. No momento do plantio foram tomadas medidas de altura, diâmetro do colo e número de folhas de cada muda. A primeira avaliação do experimento foi aos 45 dias após o plantio, sendo considerados apenas sobrevivência e número de folhas novas. No decorrer do experimento serão realizadas avaliações semestrais considerando também altura e diâmetro do colo. No momento do plantio a altura e o diâmetro de colo médios das mudas foram de 31,13 cm e 0,39 cm para A. edulis, 22,45 cm e 0,33 cm para E. uniflora, e 23,58cm e 0,36 cm para C. xanthocarpa.Na primeira avaliação todas as três espécies apresentaram 100% de sobrevivência. Com relação ao número de folhas novas, destacou-se a E. uniflora, que obteve o maior percentual 42,5(±5)% enquanto que as espécies Campomanesia xanthocarpa e Allophylus edulis obtiveram, respectivamente, 22,5(±3)% e 13,2(±1)%. Verifica-se, portanto, que as três espécies escolhidas apresentam boas condições de sobrevivência nas primeiras semanas após o plantio, sendo que Eugenia uniflora parece apresentar uma capacidade de adaptação mais rápida, tendo em vista seu notável desenvolvimento em número de folhas.