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Título
PERFIL DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS E DIAGNÓSTICO DOS MÉTODOS DE PREVENÇÃO E COMBATE NO PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA - PR
Aluno: Franciane Feltz Pajewski - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Alexandre França Tetto - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50201085 - Palavras-chave: parque estadual de vila velha; incendios florestais; sistema nacional de unidades de conservação - olaborador: Bruna Kovalsyki.
A possibilidade da ocorrência e propagação de incêndios florestais está fortemente ligada às condições meteorológicas, sendo seu estudo fundamental para ações de prevenção e combate. Esse trabalho apresentou os seguintes objetivos: i. caracterizar os métodos de prevenção e combate aos incêndios florestais; ii. analisar o perfil das ocorrências de incêndios florestais na unidade; e iii. avaliar o comportamento do índice de perigo de incêndios (Fórmula de Monte Alegre - FMA), para o período de 2009 a 2012. A área de estudo do presente trabalho foi o Parque Estadual de Vila Velha - unidade de conservação de Proteção Integral - localizado no município de Ponta Grossa, Paraná, com área total de 3.122,11 hectares. Para a obtenção de dados, foi aplicado um questionário ao gestor da unidade, para a caracterização de aspectos relacionados à prevenção e combate aos incêndios. Na sequência, foi traçado o perfil dos incêndios florestais por meio dos dados presentes no Registro de Ocorrência de Incêndios (ROI) da unidade, o qual apresentava as seguintes informações: data e hora de ocorrência do incêndio, local, tipo de vegetação atingida e tamanho da área queimada. Por fim, o índice de perigo de incêndio (FMA) foi calculado utilizando dados meteorológicos fornecidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR). Os resultados mostraram que os principais métodos de prevenção e combate aos incêndios são a construção e manutenção de aceiros e a redução do material combustível. A detecção dos incêndios é feita por vigilância terrestre, sendo que o Parque conta com uma equipe composta por 15 brigadistas. Em relação aos incêndios ocorridos, foram observadas 31 ocorrências, que atingiram uma área de 1045,1hectares; com destaque para o ano de 2011, que apresentou 64,5% das ocorrências e 65,9% da área afetada. As tipologias mais atingidas foram "zonas de proteção", com 62,4% da área e "zonas de recuperação", com 23,4%. O período de maior ocorrência foi julho a dezembro, destacando-se o mês de agosto, com 19,4% do total das ocorrências, embora a maior área queimada tenha sido observada no mês de novembro (24,3%). Em relação ao horário de detecção dos incêndios, 26% tiveram início entre 12h e 12h59min. O perfil de FMA no período foi de 11,1% nulo, 21,3% pequeno, 32,5% médio, 26,3% alto e 8,8% muito alto; enquanto o perfil de FMA para os dias de ocorrência de incêndio foi de 0% nulo 3,2% pequeno, 22,6% médio, 64,5% alto e 9,7% muito alto. Conclui-se que embora o Parque possua um sistema adequado de prevenção e combate aos incêndios, são necessários ajustes, sobretudo no ROI.