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Título
AVALIAÇÃO DE RESPOSTA DE CRESCIMENTO INICIAL DE EUCALYPTUS BENTHAMII ET CAMBEGE, SOB DIFERENTES REGIMES DE ADUBAÇÃO
Aluno: Camila Ismania Santos - PIBIC/CNPq - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Alessandro Camargo Angelo - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50201000 - Palavras-chave: adubação de liberação lenta; e. benthamii; crescimento inicial - Coorientador: Karen Koch Fernandes de Sousa - Colaborador: Jéssica da Silva Ribas, Vitor Ascenço Lopes, Vinícius Mayer.
A adubação é uma prática intensamente utilizada na atividade florestal, principalmente nos plantios de eucalipto. Na sua área de ocorrência natural, prefere solos férteis, altitudes inferiores a 100 m onde a temperatura máxima é 26°C e a mínima é 4°C com ocorrência de geadas leves. A precipitação anual é de 1100 mm. A prática da adubação, além de se constituir num fator indispensável para o desenvolvimento das plantas, acelera consideravelmente o crescimento das mesmas, reduzindo os custos de produção. Existem variadas formas de adubação, podendo-se citar a adubação convencional e a de liberação lenta. A adubação convencional libera os nutrientes através da solubilização pela água da chuva. Já a adubação de liberação lenta, uma vez aplicada, a solução do substrato atravessa a camada de resina e dissolve os nutrientes no interior da cápsula do adubo, os quais vão sendo liberados osmoticamente para as mudas, de forma gradual. O objetivo deste trabalho é avaliar a resposta de E. benthamii a três tratamentos distintos envolvendo a adubação. O experimento está instalado na Fazenda Experimental Canguiri da Universidade Federal do Paraná, situado no município de Pinhais-PR, com solo do tipo Cambissolo háplico. Esta região caracteriza-se pelo clima mesotérmico úmido a subúmido, sendo classificada como clima Cfb, segundo Köppen. O preparo do solo foi realizado através de subsolagem (40cm), seguido de gradagem e, por ultimo, aplicação de calagem e fosfatagem. O plantio foi semimecanizado, (motocoveadeira), e a disposição das plantas foi em parcelas de 10 por 8, com espaçamento de 3x2, contendo bordadura. Na adubação foi utilizado adubo de liberação lenta 240g por cova. Já para adubação convencional foi utilizado na adubação de base a formulação 6-30-6 (200 gramas por cova), e a formulação 15-5-30 para adubação de cobertura. Para as analises estatísticas foi utilizado o programa ASSISTAT®. As médias de diâmetro e altura para adubação convencional foram de 44,06 mm e 286,38 cm e para adubação de liberação lenta 34,93 mm e 227,13 cm, respectivamente. Sendo que as analises indicaram que as medias dos tratamentos com adubação convencional, foram iguais ás medias de adubação de liberação lenta, tanto para a variável altura como para o diâmetro. As plantas "testemunha" apresentaram valores inferiores, estatisticamente significativos, com a média de diâmetro de 12 mm e altura 103,07 cm. Ficou evidenciada a validade da aplicação da fertilização sobre E. benthamii. Não foi verificada distinção entre a adubação convencional e a de liberação lenta.