0178
Título
PROPAGAÇÃO DE ESPÉCIES NATIVAS COM POTENCIAL ORNAMENTAL
Aluno: Bruna Fernanda Heck Hutner - PIBIC-EM-CNPq - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Daniela Biondi - Departamento de Ciências Florestais - Área de conhecimento: 50205005 - Palavras-chave: campos; paisagismo; estaca - Colaborador: Angeline Martine, Gabriele Calle Boucas.
Cada vez mais as espécies nativas estão sendo usadas no paisagismo, no entanto, as informações sobre elas ainda são escassas, aumentando a dificuldade na produção de mudas em larga escala. Desta forma o objetivo desse trabalho foi conhecer a melhor forma de propagação de espécies nativas para divulgação e posterior inserção no mercado de plantas ornamentais. As espécies selecionadas foram: Cacalia cognata, Convolvulus crenatifolius, Lantana fucata e Pavonia guerkeana. Estas espécies apresentam um grande potencial ornamental e ocorrem naturalmente em ecossistema de Campo ou Estepe. Para C. cognata testou-se a propagação por meio de estacas foliares com 15 repetições do pecíolo e da ponta foliar. Testaram-se para C. crenatifolius 5 tratamentos pré-germinativos com diferentes tempos de imersão de sementes em água quente e em temperatura ambiente. Para L. fucata foram testados tratamentos em função dos seguintes diâmetros de estacas caulinares: 1,0 a 1,9 mm (T1) com 38 estacas; 2,0 a 2,9 mm (T2) com 45 estacas e 3,0 a 4,5 mm (T3) com 19 estacas. O número de estacas por tratamento variou devido a disponibilidade de material. Seguiu-se o mesmo critério para P. guerkeana utilizando os seguintes tratamentos: 1,0 a 1,9 mm (T1) com 67 estacas; 2,0 a 3,5 mm (T2) com 37 estacas; 3,6 a 4,5 mm (T3) com 9 estacas e 4,6 a 8,1 mm (T4) com 11 estacas. O teste de germinação foi feito com substrato Plantmax® e os testes de propagação vegetativa foram realizados com o substrato Vermiculita. No experimento com C. cognata, houve diferença entre os tratamentos para as variáveis comprimento e número de raízes, sendo que 73% das estacas da ponta foliar enraizaram contra 33% das estacas pecíolo. C. crenatifolius não apresentou diferença significativa entre os tratamentos para a variável percentagem de germinação, que foi em média de 19% para os tratamentos analisados. Em L. fucata, houve diferença significativa entre os tratamentos, sendo que as percentagens de enraizamento nos mesmos foram: 58% das estacas no T3, 67 % das estacas no T2 e 18% das estacas no T1. Para P. guerkeana não houve diferença significativa nos tratamentos aplicados, sendo que mais de 73% das estacas estavam mortas. Pode-se concluir que L. fucata e C. cognata foram as espécies que apresentaram melhores resultados para os métodos de propagação analisados sendo, portanto as mais promissoras para o seu uso no paisagismo.