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Título
ABELHAS EM NINHOS ARMADILHA NO PARQUE ESTADUAL SÃO CAMILO, PALOTINA, PARANÁ

Aluno: Priscila Soares Oliveira - IC-Voluntária - Curso de Ciências Biológicas - Gestão Ambiental - Palotina (MT) - Orientador: Rodrigo Barbosa Gonçalves - Departamento de Ciências Biológicas - Área de conhecimento: 20400004 - Palavras-chave: nidificação; armadilha; pachodynerus.

O objetivo principal deste trabalho foi inventariar a diversidade de abelhas e vespas nidificantes em cavidades preexistentes, além disso, os objetivos específicos foram: analisar a taxa de amostragem nos diferentes locais de instalação das armadilhas;  examinar a fenologia da nidificação; verificar os registros  de cleptoparasitas; descrever os aspectos gerais dos ninhos; e verificar as taxas de nascimento e razão sexual. Durante o período de 12 meses, entre maio de 2013 e abril de 2014, avaliou-se as taxas de nidificação de abelhas e vespas solitárias do Parque Estadual de São Camilo, localizado na cidade de Palotina, PR, inserido no contexto de Floresta Estacional Semidecidual. A metodologia utilizada foi a de ninhos-armadilhas, feitos a partir de gomos de bambu. Foram instalados ninhos em duas trilhas do PESC (trilha 1, interna, e trilha 2, externa). Em cada trilha foram instalados 15 conjuntos de ninhos, contendo 25 ninhos cada, totalizando 375 ninhos em cada trilha. Foram fundados  43 ninhos, sendo a maioria deles na trilha 1. As espécies de abelhas e vespas que construíram ninhos foram, em ordem de abundância, Pachodynerus grandis (Vespidae) (82), Pachodynerus guadulpensis (Vespidae) (79), Megachile sp.1 (Apidae) (10), Trypoxylon (Crabronidae) (9), Zethus smithii (Vespidae) (3), Megachile sp. 2 (3) e Centris analis (Apidae) (2).  A espécie Pachodynerus grandis fundou mais ninhos na trilha 1, gerando mais fêmeas do que machos, enquanto que Pachodynerus guadulpensis fundou mais ninhos na trilha 1 e apresentou mais machos do que fêmeas. Os indivíduos de Zethus smithii fundaram ninhos na trilha 1 e foram na maioria fêmeas, já Trypoxylon sp. foram registrados mais machos, todos emergidos na trilha 1. Os registros de parasitismo foram registrados para Megachile sp. 1 por  Chrisididae e Megachile sp.2 por Ichneumonidae. O mês de maior atividade foi de fevereiro de 2014, com 46 indivíduos emergidos e o mês de menor atividade foi de setembro de 2013, com três indivíduos emergidos num total de 200. Por fim, outros artrópodes, como aranhas e formigas, também foram vistos nidificando ou apenas ocupando os ninhos armadilha.