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Título
ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE PLANTAS MEDICINAIS

Aluno: Mariele Pasuch de Camargo - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas - Gestão Ambiental - Palotina (MT) - Orientador: Roberta Paulert - Departamento de Ciências Biológicas - Área de conhecimento: 21202001 - Palavras-chave: extrato vegetal; fusarium sp.; tabebuia sp. - Coorientador: Patricia da Costa Zonetti - Colaborador: Mileny Barros Cardoso, Guilherme Lorini Nunes.

As doenças de plantas representam grandes perdas na agricultura e desafiam profissionais a encontrar novos meios de controle. Estudos recentes visam comprovar o potencial de plantas medicinais frente a fungos e bactérias fitopatogênicas, a fim de aplicá-las como controle alternativo de doenças de plantas. Plantas do gênero Tabebuia, popularmente conhecidas como ipês, são utilizadas na medicina popular devido a propriedades antifúngicas, analgésicas e antiinflamatórias. O presente estudo visou testar o potencial antifúngico da espécie nativa Tabebuia sp. (ipê) frente a fungos fitopatogênicos. As folhas de ipê foram secas em estufa por 48 horas a 45°C, trituradas e o extrato metanólico foi preparado a partir da adição de 5 g do material vegetal para 100 ml de metanol 70%. As folhas ficaram em contato com o solvente por sete dias, o qual foi filtrado e totalmente evaporado. Assim, obteve-se o extrato bruto que foi incorporado ao meio de cultura ágar batata dextrose obtendo-se as concentrações de 5% e 15% e testados frente à Fusarium graminearum e Fusarium sp. Para verificar o potencial de inibição, um disco micelial foi repicado no centro de cada placa, as quais foram mantidas em estufa e avaliadas durante 15 dias. Para cada concentração foram realizadas cinco repetições e os experimentos foram conduzidos em duplicata, sendo que placas contendo apenas meio de cultura atuaram como controle negativo. Os resultados foram tabulados e o teste estatístico aplicado foi o da ANOVA com posterior teste de Tukey (probabilidade de 5%). Os resultados obtidos demonstraram que o extrato metanólico de ipê na concentração de 15% inibiu significativamente (p<0,05) o crescimento micelial dos fungos fitopatogênicos testados. Após 15 dias de avaliação, o crescimento observado na placa controle de Fusarium graminearum foi de 8,3 cm, enquanto que na placa contendo 15% de extrato foi de 2,8 cm. De modo semelhante, em relação ao Fusarium sp. os resultados foram significativos, sendo 9,5 cm para o controle negativo e 6,9 cm para 15% de concentração do extrato. Por outro lado, observou-se que o extrato mais diluído (5%) não foi capaz de inibir o crescimento do micélio, ou seja, os fungos apresentaram crescimento semelhante ao controle. Concluiu-se a partir deste trabalho que o extrato metanólico de Tabebuia sp. foi eficiente para inibir o crescimento micelial dos fungos avaliados na concentração de 15%.