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Título
NÍVEIS DE ENERGIA PARA PÓS-LARVAS DO CAMARÃO DA AMAZÔNIA MACROBRACHIUM AMAZONICUM DURANTE A FASE DE BERÇÁRIO
Aluno: Mariane Soares - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas - Gestão Ambiental - Palotina (MT) - Orientador: Eduardo Luis Cupertino Ballester - Departamento de Ciências Biológicas - Área de conhecimento: 50603027 - Palavras-chave: carcinicultura; nutrição; energia - Coorientador: Vanessa Piovesan - Colaborador: Luana Cagol, Celma Negrini, Leandro Portz.
O camarão de água doce Macrobrachium amazonicum possui potencial para produção e comercialização por apresentar forma sustentável de produção em cativeiro, modalidade alternativa à economia extrativista desta espécie nativa do estuário Amazônico. Estudos sobre a biologia alimentar do camarão de água doce M. amazonicum fornecem a base para o manejo e conservação das populações em ambiente natural, além de reduzir os riscos para a biodiversidade causados pelo cultivo de espécies exóticas. Mais detalhes da biologia alimentar e exigências nutricionais são necessários para produção em cativeiro desta espécie. O objetivo deste estudo foi determinar o nível ótimo de energia bruta para formulação de dietas práticas. No experimento utilizou-se pós larvas (PL) de M. amazonicum provenientes do Centro de Aquicultura da UNESP com peso inicial de 0,043±0,009 g, distribuídas na densidade de 150.m-2, em 25 unidades experimentais de 50L cada sob delineamento inteiramente casualizado, com 5 tratamentos e 5 repetições. Os tratamentos consistiram de 5 dietas práticas isoproteicas (35% de proteína bruta) com níveis variáveis de energia bruta (EB) em cada tratamento (3.200; 3.500; 3.800; 4.100 e 4.400 kcal.kg-1). Após 45 dias do período experimental as PLs foram contadas e medidas para avaliação do desempenho. Os resultados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey (p<0,05) para identificar se houve diferença e o melhor tratamento, respectivamente. Os parâmetros de qualidade de água monitorados permaneceram dentro do intervalo considerado ideal para a espécie. A sobrevivência média foi de 87% não havendo diferença significativa entre os tratamentos. O tratamento com 3.800 kcal.kg-1 de EB apresentou resultado superior de ganho de peso e comprimento total e os demais não diferiram entre si.