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Título
MINIESTAQUIA DE PINHÃO-MANSO (JATROPHA CURCAS L.)
Aluno: Eliziane Carvalho Guédes - PIBIC/CNPq - Curso de Agronomia (MT) - Orientador: Katia Christina Zuffellato Ribas - Departamento de Botânica - Área de conhecimento: 50103040 - Palavras-chave: pinhão-manso; ácido indolbutírico; enraizamento - Colaborador: Décio Adams Jr.
Jatropha curcas L. (Euphorbiaceae), conhecido como pinhão-manso, é originário da América Central e vem sendo amplamente estudado pelo alto teor de óleo de suas sementes. Visando otimizar a técnica de produção de mudas da espécie, o presente trabalho objetivou estabelecer um protocolo de enraizamento/produção de mudas de 2 genótipos selecionados (167-II-2 e 190-II-2), desenvolvendo um sistema de produção via miniestaquia. As minicepas oriundas de sementes, aclimatadas em minijardim implantado na Embrapa Florestas (Colombo - PR), forneceram miniestacas, coletadas em janeiro e março/2014, confeccionadas com 5 cm de comprimento e um par de folhas reduzidas à metade. Diferentes concentrações de ácido indol butírico (IBA) em solução hidroalcoólica (50%) foram aplicadas nas bases das miniestacas, sendo: T1=0 mgL-1, T2=250 mgL-1, T3=500 mgL-1 e T4=1000 mgL-1, as quais foram plantadas em tubetes com uma mistura (50%) de vermiculita de granulometria fina e casca de arroz carbonizada. Após 60 dias em casa de vegetação, foram avaliadas as variáveis: porcentagem de enraizamento, número de raízes por estaca, comprimento das 3 maiores raízes/estaca, porcentagem de estacas com calos, sobrevivência, mortalidade e estacas com brotações. Os dois genótipos apresentaram excelente enraizamento, porém destacou-se o 167-II-2, com 100%, independente do tratamento e da época coletada. No genótipo 190-II-2 ocorreu 83,33% de enraizamento para estacas coletadas em janeiro, com o tratamento T3 e 100% para os demais tratamentos; porém, estacas coletadas em março tiveram 88,89% de enraizamento com os tratamentos T1 e T4 e, 100% com T2 e T3. O melhor tratamento para o genótipo 167-II-2 foi o T1, pois as estacas apresentaram maior quantidade de raízes, sendo 14 para estacas coletadas em janeiro ou março, e maior comprimento das 3 maiores raízes, sendo que estacas coletadas em março (5,8; 4,6 e 3,7 cm) apresentaram maior comprimento que estacas coletadas em janeiro (4,5; 3,4 e 2,2 cm). Para o genótipo 190-II-2, maior quantidade de raízes foi verificada nas estacas coletadas em março, independente do tratamento, porém, o que mais se destacou foi o T2, que permitiu a formação de 13 raízes com os 3 maiores comprimentos de 3,7; 3,1 e 2,2 cm. Não ocorreu formação de calos ou mortalidade, independentemente do genótipo, tratamento ou época de coleta. Observados os resultados, recomenda-se a utilização do genótipo 167-II-2, pois, nas condições em que este experimento foi realizado, as estacas coletadas em janeiro e em março apresentaram bom desempenho de enraizamento sem a aplicação de IBA.