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Título
EXTRAÇÃO, PURIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL DOS POLISSACARÍDEOS DA CASCA DO MANGOSTIN (GARCINIA MANGOSTANA)
Aluno: Natissa de Oliveira Ribas - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Nutrição (MT) - Orientador: Lucimara Mach Côrtes Cordeiro - Departamento de Bioquímica - Área de conhecimento: 20000006 - Palavras-chave: mangostin; polissacarídeos; fibras dietéticas.
O mangostin (Garcinia mangostana) é um fruto nativo do sul e sudeste da Ásia. A casca possui 70% do peso do fruto e apresenta em sua composição xantonas, bem como elevado teor de fibras. Entretanto, não existe ainda na literatura estudos sobre os polissacarídeos que compõem estas fibras. Desta maneira, este estudo tem como objetivo a extração, purificação e caracterização estrutural dos polissacarídeos presentes na casca do mangostin. Os frutos foram obtidos no Mercado Municipal de Curitiba-PR e a casca foi separada da polpa e das sementes. A casca desidratada foi moída, resultando em 239g de material (62,34% de umidade). Este foi deslipidificado e os polissacarídeos foram extraídos pelo processo aquoso a 100oC e alcalino (com KOH a 10%) a 100oC, sob refluxo, obtendo-se os extratos aquosos (fração MCW, rendimento 32,7 g) e alcalinos (fração MCK, rendimento 41,5 g), respectivamente. Estes extratos foram submetidos ao processo de congelamento e degelo, originando frações solúveis (MCWS, MCKS) e insolúveis (MCWP, MCKP) em água fria. A fração MCWS apresentou-se composta por arabinose (54%), galactose (4,6%), xilose (5,3%), ramnose (6,7%), glucose (3,5%) e ácido urônico (25,9%). Esta fração foi submetida a purificação por ultrafiltração em membrana (50 KDa) originando as frações MCWS50E e MCWS50R. A fração MCWS50R apresentou-se composta por ramnose (13,3%), arabinose (40,9%), xilose (7,8%) e ácido urônico (38%). A análise de RMN -13C desta amostra indicou a presença de sinais correspondentes a uma homogalacturonana α (1→ 4) ligada parcialmente metil esterificada e a presença de uma arabinana α (1→5) ligada. O grau de esterificação foi determinado por RMN -1H, resultando em 62%, ou seja, uma pectina altamente metil esterificada. A fração MCKS, apresentou-se composta por arabinose (39,2%), galactose (34%), xilose (5,2%), ramnose (12%), glucose (5,3%), manose (9,6%) e ácido urônico (2,5%). Esta fração foi submetida a precipitação por solução de Fehling seguida de centrifugação e diálise, originando as frações SSF, PSF, SPF e PPF. A fração SSF-MCKS foi submetida a purificação por ultrafiltração em membrana (30 KDa), originando as frações SSF-MCKS-30R e SSF-MCKS-30E. A fração PSF-MCKS foi tratada com hipoclorito de sódio, originando a fração precipitada (PH-PSF-MCKS) e sobrenadante (SH-PSF-MCKS). A análise de RMN -13C das amostras SH-PSF-MCKS e SSF-MCKS-30S, indicou a presença de heteroxilanas ácidas. A fração MCKP apresentou-se composta por xilose e a análise de RMN -13C indicou a presença de uma β-xilana linear (1→4) ligada.