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Título
EFEITOS DO EXTRATO DA POLPA DO FRUTO DE PASSIFLORA EDULIS (PASSIFLORACEAEE) NA SEPSE

Aluno: Juliana dos Santos Engel - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (N) - Orientador: Marcello Iacomini - Departamento de Bioquímica - Área de conhecimento: 20800002 - Palavras-chave: bioquímica; maracujá; polissacarídeos.

Maracujá é o nome popular dado a várias espécies do gênero Passiflora. Diversas pesquisas visando à identificação fitoquímica do maracujá têm demonstrado o potencial para a atividade biológica tanto do fruto quanto de sua casca e das sementes. A escolha de estudar o maracujá (Passiflora edulis) reside, portanto, na atividade biológica anti-inflamatória relatada por diversos artigos científicos e também pela cultura popular. Neste estudo foram obtidos extratos e frações da polpa e do suco comercial de P. edulis, os quais foram parcialmente caracterizados quimicamente e testados na sepse em camundongos. Os maracujás foram abertos para a retirada da polpa, a qual foi separada das sementes e submetida a extração aquosa a frio e a quente, e a extração alcalina. Os compostos solúveis em etanol também foram concentrados, liofilizados e em seguida particionados em diferentes gradientes de polaridade com acetato de etila e n-butanol (1:1, v/v), dando origem às suas respectivas frações. As frações obtidas foram então concentradas e armazenadas para posterior análise (cromatografia líquida de ultra eficiência, espectrometria de massas e testes biológicos). Os polissacarídeos do produto da extração e também do suco comercial foram precipitados com excesso de etanol, concentrados e liofilizados. Os polissacarídeos presentes na polpa in natura e no suco comercial foram fracionados por congelamento e degelo, seguido de tratamento com solução de Fehling, ultrafiltração, ou ainda diálise fechada. Os resultados de RMN-13C das frações obtidas a partir do suco comercial sugerem a presença de uma fração péctica constituída por uma mistura de homogalacturonana (HG) metil-esterificada e de uma arabinogalactana tipo I (AG-I). A fração acetato de etila (FAE) avaliada quanto ao potencial contra a sepse, se mostrou ineficiente ao inibir a letalidade dos camundongos tratados.