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Título
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE ÁGUA NOS RESERVATÓRIOS HIDROELÉTRICOS DO RIO IGUAÇU ATRAVÉS DE BIOMARCADORES BIOQUÍMICOS EM CRENICICHLA IGUASSUENSIS
Aluno: Elisangela Maria Lottermann - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro - Departamento de Biologia Celular -
Área de conhecimento: 21007004 - Palavras-chave: reservatórios; iguaçu; biomarcadores.
Os reservatórios hidroelétricos são utilizados para diversas finalidades, e é essencial que a qualidade da água seja garantida. Uma alternativa para a avaliação da qualidade de água é o biomonitoramento com o uso de bioindicadores. A partir dos bioindicadores podemos avaliar o papel dos biomarcadores, que podem ser representados por diferentes níveis de organização biológica em resposta ao estresse químico. A acetilcolinesterase (AChE) é uma enzima responsável pela hidrólise da acetilcolina, um neurotransmissor importante na transmissão sináptica. A inibição dessa enzima provoca efeitos negativos nos animais podendo levar ao óbito. Os PAHs, por sua vez, são compostos orgânicos com anéis aromáticos na sua estrutura química onde vários deles possuem grande potencial carcinogênico e desregulador endócrino ou ainda são neurotóxicos e/ou genotóxicos. A bile é uma importante rota de excreção desses compostos. A resposta das células sobre as espécies reativas de oxigênio (EROs) se dá através do sistema de defesa antioxidante, composto por diversas enzimas, moléculas e vitaminas. Após a coleta de indivíduos da espécie Crenicichla iguassuensis em cinco reservatórios hidroelétricos do Rio Iguaçu - PR, os mesmos foram mantidos em tanques com água e anestesiados para serem posteriormente sacrificados. Foram coletados cérebro e músculo para avaliação de neurotoxicidade, fígado para avaliação de estresse oxidativo e histopatologia e gônadas para histopatologia. Os testes de neurotoxicidade, a quantificação total de proteínas dos órgãos considerados e a avaliação da presença de PAHs na bile já foram calculados. Na atividade da AChE no cérebro o ponto A (Foz do Areia) no verão e o ponto E (Salto Caxias) no inverno apresentaram maior expressão. Já na atividade da AChE no músculo o ponto A no verão apresentou maior expressão e os pontos no inverno não apresentaram diferença significativa. Quanto à análise da presença de PAHs totais realizada entre os pontos A e E no verão, não houve diferença significativa. A atividade da Glutationa S-transferase e a análise da peroxidação de lipídios já foram concluídos, restando apenas a avaliação estatística destas. Os restantes das análises que correspondem à carbonilação de proteínas no fígado e a histopatologia em fígado e gônadas estão sendo realizadas, sendo concluídas no prazo estipulado mas presentes apenas na apresentação e relatório final. Portanto, os dados ainda não são conclusivos e somente com a totalidade destes é que poderemos chegar a um diagnóstico mais preciso.