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Título
RODUÇÃO DE ANTICORPOS A PARTIR DE UMA PROTEÍNA DO VENENO DE ARANHA-MARROM (L. INTERMEDIA) HOMÓLOGA A ALÉRGENO
Aluno: Bruna Carolina Lui Dias - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Waldemiro Gremski - Departamento de Biologia Celular - Área de conhecimento: 20804008 - Palavras-chave: proteína homóloga a alérgeno; sistema procariótico de expressão; aranha marrom - Coorientador: Silvio Sanches Veiga - Colaborador: Thiago Lopes de Mari, Fernando Hitomi Matsubara, Gabriel Otto Meissner.
O conjunto de sinais e sintomas clínicos decorrentes de acidentes com aranhas do gênero Loxosceles são denominados loxoscelismo. Os eventos observados no loxoscelismo podem envolver lesões dermonecróticas com espalhamento gravitacional e/ou manifestações sistêmicas como reações de hipersensibilidade, rash cutâneo e exantema. Componentes envolvidos em eventos de hipersensibilidade, como histamina e uma proteína de liberação de histamina já foram identificados no veneno de L. intermedia. Devido ao baixo volume produzido do veneno de L. intermedia por espécime, técnicas de biologia molecular têm sido utilizadas para produzir e caracterizar várias dessas toxinas. Em trabalhos realizados anteriormente pelo grupo, foi identificado por meio de uma biblioteca de cDNA uma proteína do veneno de Loxosceles intermedia homóloga a alérgenos, denominada Lox i 1. Com intuito de elucidar os mecanismos envolvidos nas reações de hipersensibilidade presentes no loxoscelismo, o objetivo deste trabalho foi a produção de anticorpos policlonais a partir da proteína recombinante produzida em sistema procariótico. Para tanto, foi utilizado sistema de expressão heteróloga em procarioto, E. coli BL21 (DE3) pLysS, para a produção de Lox i 1. A partir do desenho de oligonucleotídeos contendo os sítios de restrição para as enzimas XhoI e BamHI, a clonagem foi feita em vetor de expressão pET-20b e transformada em cepas de clonagem E. coli DH5 alpha. Após a confirmação da presença do inserto por PCR de colônia e sequenciamento, a construção obtida foi transformada em cepa de expressão E. coli BL21 (DE3) pLysS. Os testes de expressão em pequena escala para a padronização da expressão de Lox i 1 foram realizados nas concentrações de 0,1 a 1 mM de indutor a 37°C e analisados em SDS-PAGE de 0 a 4 horas. Porém, não houve perfil de expressão nas condições analisadas. Outras cepas bacterianas foram testadas, mas com resultados similares. Pode-se atribuir a não expressão de Lox i 1 em E.coli a ação de proteases que identificam essa proteína como instável devido a ausência de modificações pós-traducionais em sistema de expressão procariótico. Outra possibilidade seria a presença de códons raros, causando problemas no processo de tradução. Portanto, o uso do sistema de expressão em leveduras e medidas que minimizem a ocorrência de códons raros são alternativas viáveis para a obtenção da proteína recombinante. Posteriormente, a obtenção do soro policlonal fornecerá uma importante bioferramenta para a compreensão dos mecanismos envolvidos nas reações de hipersensibilidade do loxoscelismo.