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Título
IMPLICAÇÕES PSICOLÓGICAS E COMPORTAMENTAIS DOS ESPAÇOS ARQUITETÔNICOS

Aluno - Katharine Bizzotto Kamisima - IC-Voluntária - Curso de Arquitetura e Urbanismo (MT) - Orientador: Antonio Manoel Nunes Castelnou Neto - Departamento de Arquitetura - Área de conhecimento: 60401028 - Palavras-chave: arquitetura; psicologia ambiental; interiores.

Ao longo dos séculos, o papel da arquitetura foi se alterando. No início da civilização, não passava de uma manifestação intuitiva/espiritual, necessária à sobrevivência humana. Com o desenvolvimento das primeiras cidades (Revolução Urbana), a arquitetura passou a ser expressão principalmente estética, assim como de afirmação sociopolítica e diferenciação econômica. A partir do século XVIII, com a crescente urbanização e industrialismo (Revolução Industrial), a preocupação passou a ser com a racionalização da produção do espaço, além da economia e funcionalidade. A partir do modernismo, no início do século passado, o olhar sobre a arquitetura foi se tornando mais multidisciplinar. O papel do arquiteto na sociedade foi remodelado de modo a buscar maior humanização dos espaços vivenciados. A arte passou a ser aliada às questões espaciais e funcionais de forma mais efetiva, ao mesmo tempo em que a evolução do conhecimento científico e a tecnologia propiciaram sua melhor aplicação. Com a ampliação do conceito de arquitetura, surgiram também preocupações com a experiência do indivíduo com o meio, do mesmo modelo em que se passou a questionar como este influenciaria as reações daquele. Foi a partir dessas premissas que nasceu o objetivo da presente pesquisa de iniciação científica, de caráter teórico e exploratório: estudar o modo de se projetar os ambientes à luz das teorias de psicologia ambiental, a fim de tornar os espaços convenientes às atividades e também ao conforto e bem-estar dos seres humanos. Como metodologia, baseou-se na investigação web e bibliográfica do tema e assuntos correlatos, os quais permitissem estabelecer relações entre espaço, percepção e comportamento humano. A partir da descrição e análise de 03 (três) casos de obras executadas, na área de arquitetura para exposições, foi possível ilustrar essas relações entre espaço e percepção sensorial, concluindo sobre a validade da compreensão da arquitetura em sua multidimensionalidade.