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Título
PROSPECÇÃO DE FUNGOS GÊNERO HOHENBUEHELIA COM POTENCIAL USO NO BIOCONTROLE DE FITONEMATÓIDES DE IMPORTÂNCIA NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ
Aluno: Danielle Dutra Martinha - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Agronomia - Campus Palotina (MT) - Orientador : Roberto Luis Portz - Departamento de Agronomia - Área de conhecimento: 50102010 - Palavras-chave: fitonematoides ; fungos nematofagos ; controle biológico - Coorientador: Vagner Gularte Cortez - Colaborador: Cleonice Lubian.
A região oeste do Paraná é caracterizada por intensivo cultivo de soja e milho e a presença de nematoides fitoparasitas tornou-se um dos fatores que compromete a produtividade de muitas culturas. Os danos provocados por esse grupo de organismo se intensifica com o aumento da densidade populacional e que reflete diretamente no seu controle. O controle biológico é uma ferramenta redução populacional em solos infestados com este grupo de fitoparasitas. Certas espécies de fungos utilizam nematóides como fonte de nutrientes, predando ou neutralizando-os a partir da formação de um sistema de hifas, apêndices e armadilhas de aprisionamento. Com isso, o presente estudo visa iniciar o levantamento/prospecção de fungos gênero Hohenbuehelia com potencial uso no biocontrole de fitonematóides de importância na Região Oeste do Paraná. Espécimes de Hohenbuehelia sp. foram coletados no Campus da Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina. Após a coleta, o fungo foi repicado em placas de Petri em meio de cultura ágar extrato de malte, contendo 50 mg L-1 cloranfenicol, e armazenados em estufa B.O.D. a 28°C. Nematoides do gênero Meloidogyne foram extraídos, seguindo a metolodologia de Jenkins (1964), a partir de raízes de plantas de soja. A partir de culturas puras do fungo em meio de cultivo foi removido um disco de 7 mm de diâmetro e transferido para o centro de dez placas de Petri contendo Agar-água a 2 %. Após cinco dias de desenvolvimento micelial foi adicionado às placas 1 mL de suspensão de nematoides, logo após sua extração. As placas contendo o fungo e os nematoides foram incubadas em B.O.D. por sete dias, em condições de escuro, à temperatura de 28°C. As observações foram realizadas diariamente em lupa, com registro fotográfico. Quanto ao teste de patogenicidade o fungo apresentou células adesivas predatórias eficientes na imobilização dos fitonematoides. O nematoide torna-se inativo e a hifa penetra no corpo do nematoide soltando gotículas de toxinas. Essas estruturas são formadas como resposta ao estresse sofrido pelo fungo após a transferência do meio B.D.A. para o meio ágar-água, menos nutritivo. A presença dos nematoides induziu a diferenciação da porção terminal do micélio em armadilhas e à produção de substâncias de imobilização. A hifa se adere ao corpo do nematoide e passa a se desenvolver internamente. Esta interação deve ser amplamente estudada, visto que as ações predatórias das células adesivas são conhecidas apenas em ambientes in vitro. Testes a campo devem ser realizados para corroborar no entendimento da ação nematófaga do fungo em questão.