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Título
CAPACIDADE INOVADORA EM EMPRESAS DO SETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Aluno: Giacomo Alberto Delafio - IC-Voluntária - Curso de Administração (N) - Orientador: Simone Regina Didonet - Departamento de Administração Geral e Aplicada - Área de conhecimento: 60201002 - Palavras-chave: capacidade inovadora; tecnologia da informação; empresas.
A pesquisa teve por objetivo caracterizar a Capacidade Inovadora de empresas do setor de Tecnologia da Informação. Os objetivos específicos foram: caracterizar o setor de tecnologia da informação; caracterizar a capacidade inovadora neste setor; identificar os elementos que definem a capacidade inovadora nas empresas pesquisadas. Para tanto, utilizou-se o modelo de capacidade inovadora de Hii e Neely (2000) que contempla quatro variáveis: (1) cultura voltada à inovação; (2) recursos físicos, humanos e organizacionais adequados; (3) capacidades para coordenar e implantar recursos; (4) conexões (networking) de valor com consumidores, fornecedores e parceiros estratégicos. A pesquisa foi do tipo descritivo-qualitativa. Foram realizados estudos de casos em uma micro (Empresa Y) e em uma pequena empresa (Empresa X), ambas produtoras de software. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com quatro gestores, sendo dois em cada uma delas. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo. Em relação ao primeiro objetivo, verificou-se que o setor de tecnologia da informação é formado pela indústria de hardware, a indústria de software e a indústria de serviços de tecnologia da informação, sendo que o foco da pesquisa está na indústria de software e serviços. Esta indústria apresentou um crescimento de 22,1% no número de empresas em 2008 em relação a 2007 e um crescimento de 19,2 % na receita liquida, o qual representou 0,6% do PIB total do estado do Paraná em 2008 (SOFTEX, 2012). Quanto ao segundo objetivo da pesquisa, a capacidade inovadora se caracteriza por ser o segundo agrupamento de atividades do ramo de serviços em número de empresa que implementaram inovações (PINTEC, 2008). Dentre as empresas que implementaram inovações, as inovações de produto representaram 90%, as de processo 54%, e de ambos 44%. Quanto ao terceiro objetivo, verificou-se em ambas as empresas a existência das variáveis do modelo de Hii e Neely (2000), porém elas se apresentaram mais perceptíveis na Empresa X. Uma das causas pode ser o fato de esta empresa apresentar uma maior clareza dos processos e papéis de cada individuo. Em relação à capacidade destas gerarem uma performance inovadora por meio da articulação das variáveis, a Empresa X demonstra que é mais focada em inovações incrementais, enquanto a Empresa Y é mais focada em inovações radicais (MANUAL DE OSLO, 2005). Uma das explicações deste fenômeno pode ser o fato de a Empresa Y não ficar presa a um processo estruturado como a Empresa X, tendo assim maior possibilidade de gerar esse tipo de inovações.