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Título
PRODUÇÃO- CONSUMO SUSTENTÁVEL: REVISÃO E ESTUDOS DE CASO

Aluno: Andressa Sachetti - PIBIC/CNPq - Curso de Engenharia de Produção (MT) - Orientador: Farley Simon Nobre - Departamento de Administração Geral e Aplicada - Área de conhecimento: 60201010 - Palavras-chave: produção mais limpa; criação de valor sustentável; sustentabilidade.

Desde a Revolução Industrial, o sistema capitalista tem impulsionado transformações econômicas e sociais como o desenvolvimento da tecnologia e da ciência e a criação de métodos de trabalho e de exploração de matérias primas. Novas organizaçõe surgiram, que se valendo dessas transformações puderam maximizar produtividade, consumo e lucro. Adicionalmente, nas últimas décadas, vem sendo crescente a conscientização da população e das indústrias quanto a responsabilidade ambiental, o movimento pelo desenvolvimento sustentável parece ter se tornado um dos movimentos sociais mais importantes. Algumas empresas rapidamente aderiram ao movimento e iniciaram incontáveis práticas sociais. Por outro lado, é impraticável produzir sem gerar resíduos. Então, a grande pergunta que motiva estudos atuais é: Como produzir e gerar um mínimo de poluição e resíduos? Essa é a proposta da Produção mais Limpa, uma metodologia que propõe a aplicação de uma estratégia preventiva no âmbito ambiental, e que também se torna uma arma de alavancagem competitiva para as organizações. Este artigo estudou como as estratégias da Produção mais Limpa (PmL) cumprem os princípios da sustentabilidade propostos no modelo de Criação de Valor Sustentável (CVS). A pesquisa se caracterizou como bibliográfica e documental, em nível exploratório, e estudou dois casos de empresas. Observou-se que a PmL reflete a ideia que Hart e Milstein (2004) colocam no 3° quadrante do modelo de CVS, uma estratégia de Combate e Prevenção a Poluição. Reflete em menor escala a estratégia do 2° quadrante de Tecnologias Limpas, pois embora estas sejam aplicadas durante o processo produtivo, o produto final nem sempre terá o intuito de não poluir, ou o seu uso e descarte se dará de uma forma que não polua. Quanto ao 4° quadrante, vê-se um pouco dele embutido nas definições da PmL no sentido de que ações e estratégias como estas já são desejadas e cobradas pelos stakeholders. Mas o que não se vê, são os aspectos do 1° quadrante, pois em passagem alguma a PmL visa o desenvolvimento da classe pobre da população puramente através de suas estratégias. O crescimento econômico que a organização obtém pela aplicação da prática, não necessariamente será focado em reduzir a pobreza mundial. Portanto, como a PmL engloba estratégias que satisfazem critérios de combate à poluição, criação de tecnologias limpas e o gerenciamento de produto, mas não não envolve estratégias de criação de valor socioeconômico na base da pirâmide, o estudo concluiu que a PmL contribui parcialmente para a sustentabilidade nas organizações.