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Título: Cartografias participativas como metodologia de aproximação a conflitos territoriais, 2ª fase
Projetos vinculados:
Programa ao qual é vinculado:
Coordenador: Jorge Ramon Montenegro Gomez
Vice-coordenador: Adilar Antonio Cigolini
E-mail: jorgemon@ufpr.br
Setor do coordenador: Setor de Ciências da Terra
Docentes participantes:
Técnicos administrativos participantes:
Alunos Bolsistas: Danielle Willemann Sutil de Oliveira; Marina Gomes Drehmer; Michelle Correa da Silva; Jhonnatan de Mattos Porto; Tays Ohana Cavalli; Tays Ohana Cavalli; Maria Gabriela Damas
Alunos Voluntários: Marcieleh Lemos Rodrigues
Área temática: Trabalho
Resumo:
CARTOGRAFIAS PARTICIPATIVAS COMO METODOLOGIA DE APROXIMAÇÃO A CONFLITOS TERRITORIAIS, 2ª FASE Dispersos Brasil afora, há uma diversidade de sujeitos sociais com identidades coletivas cujas práticas espaciais são marcadas por peculiaridades sociais, culturais e ambientais. A reprodutibilidade dessas formas de vida encontra-se historicamente ameaçada pelas formas de apropriação capitalista do espaço. Trata-se de uma disputa que gira em torno da sobreposição de interesses de diferentes atores sobre uma mesma base material: enquanto para os agentes do capitalismo trata-se de um recurso passível de mercantilização, para uma ampla gama de sujeitos, como as comunidades tradicionais, o que está em questão é seu território, imprescindível para reproduzir suas vidas. Esses atores vêm colocando em pauta a luta pelo território, tornando-se importantes na ressignificação das lutas sociais no campo brasileiro. Nesse sentido, o uso de metodologias participativas de autocartografia se apresenta como um instrumento de autorreconhecimento e de organização na luta por direitos. Assim, o Projeto vem acompanhando no Paraná, os diversos segmentos que se mobilizam como povos e comunidades tradicionais na Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais, principalmente os pescadores artesanais e faxinalenses. Com este projeto pretendemos contribuir com análises mais críticas e aprofundadas dos conflitos territoriais: conhecendo melhor e disseminando as metodologias da cartografia participativa; produzindo e difundindo mapas e outras informações acerca dos conflitos e práticas desses grupos sociais; e ampliando os canais de comunicação dos mesmos com a Universidade. O primeiro passo no processo das cartografias participativas depende do interesse da comunidade em se autocartografar. Seguem oficinas para que as mesmas possam controlar boa parte do processo e finalmente se chega a uma cartografia onde a comunidade expressa suas práticas e conflitos. A 2ª fase do projeto mantém uma relação estreita com a Rede Puxirão, participando dos seus âmbitos de encontro e discussão. Também iniciamos uma etapa de gerar espaços de troca dentro das universidades e das escolas (oficinas de cartografia participativa na UFPR e na UNICENTRO-Irati e oficina de cartografia social com núcleo de professoras e estudantes do projeto de extensão “Educação socioambiental na escola”, da mesma universidade). Como desdobramento do projeto estamos participando do Grupo de Pesquisadores da Cartografia Social- Região Sul e da realização de um livro sobre as comunidades tradicionais do Paraná e Santa Catarina.
Palavras-chave: cartografias participativas, povos e comunidades tradicionais, conflitos territoriais.