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Título: Epidemiologia e controle de entero e ectoparasitoses em crianças de centros municipais de educação infantil

Coordenador: Debora do Rocio Klisiowicz
Vice-coordenador: Márcia Kiyoe Shimada
E-mail: deborak@ufpr.br
Setor do coordenador: Setor de Ciências Biológicas
Docentes participantes: Larissa Reifur; Stela Adami Vayego
Técnicos administrativos participantes: Eliana Maura Leite; Fábio Gaio Chimentão; Luciane Mara Hennig
Alunos Bolsistas: Ariela Both de Souza; Bruna Caroline Postui Moraes; Bruna Jacomel; Érika Fabíola Leitão Pereira; Feliphe Boaventura; Karen Caroline da Silva; Patricia Padilha Ribeiro; Thabata Caroline de Oliveira Santos; Thassiany Vaz Brito da Luz; Vanessa Eggea
Alunos Voluntários: Camila Yumi Oishi
Área temática: Saúde

Resumo:
Entero e ectoparasitoses são doenças importantes para a saúde pública devido à alta prevalência e suas consequências, principalmente, em crianças em idade escolar. Por este motivo, a equipe do projeto trabalhou em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Curitiba para determinar a prevalência e atuar no controle e prevenção das parasitoses. Nesta primeira etapa, reunimos com os pais e profissionais dos CMEIs Vila Camargo, Cajuru, Ana Proveller, Autódromo e Conjunto Mercúrio para apresentar a importância do projeto. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e receberam um kit para coleta de fezes e, dos berçários, as educadoras recolheram as fraldas com fezes. No total, 234 amostras foram processadas pelas técnicas de centrífugo-flutuação em sulfato de zinco e sedimentação espontânea. Destas, 9,4% (22/234) foram positivas com monoparasitismo. Os parasitos encontrados foram: Giardia sp.,Entamoeba coli, Endolimax nana, Ascaris lumbricoides e Hymenolepis nana. A fitoterapia com chá de hortelã foi iniciada em três crianças, porém os pais não quiseram continuar com o tratamento e foram encaminhadas ao posto de saúde. Para a investigação dos piolhos, o couro cabeludo de 109 crianças do CMEI Vila Camargo foram analisados para formas adultas e ovos de Pediculus capitis. Destas, 26,6% (29/109) foram positivas. Os pais receberam panfletos com informação sobre pediculose e orientação sobre a necessidade da verificação diária do couro cabeludo das crianças, bem como a importância do uso do pente fino para a retirada das lêndeas. Em relação à investigação das fontes de infecção trabalhou-se inicialmente no CMEI Cajuru. Até o momento, das 35 amostras de solo analisadas pela técnica de sedimentação espontânea, 57% (20/35) foram positivos, sendo algumas de importância zoonótica como ancilostomídeos e Toxocara canis onde havia a circulação de animais. A fita gomada foi utilizada para analisar o ambiente dos banheiros obtendo resultado negativo. No CMEI Vila Camargo as amostras ainda estão sendo processadas. O trabalho nos CMEIs tem apresentado baixa prevalência o que pode estar relacionado com as melhores condições em que os familiares vivem. A interação da equipe com a comunidade está sendo realizada com as coletas das amostras e educação sanitária. Desta forma, os alunos envolvidos estão obtendo uma visão crítica e holística convivendo com a situação real da sanidade da população de baixa renda. As informações obtidas na comunidade fomentam as aulas de graduação e pós-graduação além de aportarem dados para pesquisa científica.

Palavras-chave: parasitoses, prevalência, prevenção.