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Título: Incidência de anemias e parasitoses em crianças com idade escolar nas escolas municipais da região metropolitana de Curitiba

Coordenador: Railson Hennenberg
Vice-coordenador: Aline Borsato Hauser
E-mail: railson@ufpr.br
Setor do coordenador: Setor de Ciências da Saúde
Docentes participantes: Rogério Luiz Kopp; Sofia Hancke; Aline Borsato Hauser
Técnicos administrativos participantes: Clari Terezinha; Aline Emmer Ferreira; Marina Lacerda Mazanek
Alunos Voluntários: Adriana Furtado Meneses; Thais Moreira; Mariana Rodrigues Queiroz; Blanca Lida Nalin Gallegos; Igor Augusto Negrello; Mayara Samulak Castagnoli; Aline Carolina Cunha; Fabiana Sá Regis dos Santos; Paolo Armstrong Marques; Gabriela Ascenço Feiber; Daniela Cristina Aguiar; Anielly Coelho Pinto; Thais Mayumi Rios; Thais Krychÿaposuk
Área temática: Saúde

Resumo:
O projeto “Incidência de Anemias e Parasitoses em Crianças com idade escolar nas Escolas Municipais da Região Metropolitana de Curitiba” tem por finalidade pesquisar as condições de saúde dos estudantes da rede pública de ensino através da realização de exames hematológicos e parasitológicos. Após a autorização dos responsáveis, foram coletadas amostras de sangue e fezes de crianças regularmente matriculadas nas referidas escolas com as quais se realizou hemograma, eletroforese de hemoglobina (Hb), tipagem sangüínea e exame parasitológico de fezes. Em 2014 foram atendidas pelo projeto as Escolas Municipais Ana Ferreira da Costa (EAFC) e Marcos Nicolau Strapassoni (EMNS) da cidade de Campina Grande do Sul e a Escola Municipal Barão do Mauá em Colombo (EBM). Foram coletadas amostras de sangue de 241 crianças, sendo 103 da EAFC, 96 da EMNS e 42 da EBM. A análise dos exames parasitológicos só foi realizada em 130 amostras da EAFC. Quanto às parasitoses, 17 crianças (13%)  apresentaram algum tipo de infecção, sendo os parasitas encontrados: Enterobius vermicularis (5,8%), Entamoeba coli (47%), Giardia lamblia (47%), Endolimax nana (17,60%), Hymenolepis nana (5,8%). Destas crianças infectadas, 4 eram poliparasitadas. Foram encontradas 6 crianças com alguma alteração relacionada à síntese de hemoglobina, 2 com traço falcêmico (AS) e 4 casos de beta talassemia menor. Um distúrbio genético na composição da membrana eritrocitária foi encontrado, uma criança apresentou eliptocitose hereditária. Em todos estes casos, foram coletadas amostras de pai, mãe e irmãos para melhor entendimento da herança genética. Em relação à tipagem sanguínea, as frequências encontradas foram: "O" positivo (47,3%); "A" positivo (29,7%); "B" positivo (12,2%); "B" negativo (2,1%); "A" negativo (2,1%); "O" negativo (4,7%), "AB" positivo (1,5%). Em relação ao grupos sanguíneos, o predomínio do grupo "O" (52,1%) é resultado compatível com dados da literatura, onde relata-se que o grupo "O" é o grupo sanguíneo predominante na população mundial (63%). Por outro lado, 91% das crianças apresentaram-se Rh Positivas, o que também reintera o perfil apresentado na maioria dos estudos já realizados. Foram ainda, encontrados 7 casos de anemia de caráter carencial (3%), com níveis de hemoglobina menores que 10 g/dl. Nestes casos, foi orientado a direção da escola o encaminhamento dos alunos para tratamento médico. Através dos resultados obtidos foi possível a realização de palestras educativas focadas em instruir os responsáveis e as crianças com relação a ações consistentes de prevenção as anemias e a parasitoses. O projeto trouxe vários ganhos acadêmicos e benefícios a comunidade atendida, visto que os alunos do curso de Farmácia da UFPR foram inseridos de forma direta na vivência profissional das análises clínicas bem como as crianças, os pais e os professores das escolas que puderam avaliar a real condição sanitária e nutricional do ambiente escolar.

Palavras-chave: anemia, crianças, hemoglobinopatias, parasitoses, tipagem sangüínea.