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Título: Manejo e seleção de abelhas africanizadas
Coordenador: Adhemar Pegoraro
Vice-coordenador: Rodrigo de Almeida Teixeira
E-mail: apegoraro@terra.com.br
Setor do coordenador: Setor de Ciências Agrárias
Docentes participantes: Adhemar Pegoraro; Isabela Galarda Varassin; Rodrigo de Almeida Teixeira
Alunos Bolsistas: Caroline Ribeiro; Marcos Estevan Kraemer de Moura; Tatiana de Mello Damasco Nunes
Alunos Voluntários: Alina Stadnik Komarcheuski; Gislaine Cristina Bill Raelle; Larissa Mara Marquette Martins
Área temática: Tecnologia e Produção
Resumo:
A apicultura brasileira passa por um momento de dualidade. Nossos méis são considerados livres de resíduos químicos utilizados no controle de pragas e doenças apícolas e em função disso, a União Européia paga pelo mel brasileiro preços diferenciados devido à qualidade. Por outro lado, Varroa destructor apresenta índice considerado alto no inverno, fazendo com que parte das lideranças apícolas catarinenses esteja utilizando ácido oxálico na tentativa de reduzir o nível de infestação nas abelhas africanizadas. Porém antes de fazer o controle químico daVarroa, precisamos selecionar abelhas para produção de mel, comportamento higiênico CH e de fácil aplicabilidade para os apicultores criarem rainhas. Acreditamos que o uso do ácido oxálico para controle da Varroa pode torná-la resistente, sendo necessária a utilização de novos varroicidas, tornando nossos méis comuns, com preços inferiores aos atuais. A seleção está sendo realizada nas propriedades e adaptada as condições dos pequenos apicultores. Integrantes da UFPR têm trabalhado em conjunto com os apicultores para criar rainhas, produzir mel e pólen. A coleta polínica foi realizada semanalmente e a coleta botânica, quinzenal. Foi realizado o manejo das colônias abrangendo alimentação artificial, administração de espaço na colméia, renovação de favos velhos, colheita de mel e % de infestação por Varroa. No levantamento florístico, as famílias Myrtaceae e Asteraceae estão sendo predominantes, podendo estar fortemente relacionadas ao forrageio das abelhas e à coleta de mel utilizado para a produção de mel. A produção de mel foi em média 13,67±8,52 Kg com amplitude máxima e mínima respectivamente de 30 e 2 kg de mel por colônia. Nas colônias mais produtivas está sendo analisado um novo método para medir CH, que será contrastado com o método clássico. Esse consiste em deixar larvas com aproximadamente um dia de idade sobre um favo de pupas e marcar o tempo para as operárias consumi-las ou remove-las. Nos testes pilotos encontramos média de CH de X=3,99±2,36 seg. com Max=9,47 seg. e Min. de X=1,31seg.As colônias superiores para produção de mel foram analisadas quanto a infestação por Varroa com média de X=5,09±2,18%; Max=8,14 e Min. =2,69%. Em 12 de março de 2014, após 52 dias do inicio da criação das rainhas, a percentagem de rainhas fecundadas foi de 85%. Os discentes tiveram a oportunidade de entrar em contato com a realidade dos apicultores e conhecer suas dificuldades e as soluções por eles adotadas em seus apiários e na Apicampo. Foi defendido uma monografia e dois artigos científicos.
Palavras-chave: apicultura, seleção de abelhas africanizadas, tipos polínicos.