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Título: Informática para imigrantes haitianos

Projetos vinculados:
Programa ao qual é vinculado:
Coordenador: Luis Allan Künzle
Vice-coordenador:
E-mail: kunzle@inf.ufpr.br
Setor do coordenador: Setor de Ciências Exatas
Docentes participantes: João Arthur Pugsley Grau
Técnicos administrativos participantes:
Alunos Bolsistas: Álan Gonzalez Meger; Caroline Quadros Cordeiro; Cassiano Yudi Nishiguchi; Clarissa Dreischerf Pereira; Felix Yowtang Liu; Jonatan Otavio Korello; Matheus Lima Andrade da Silva; Nicole Martinelli Brum; William Preilepper Barbosa Lima
Alunos Voluntários: André Luis da Silva Machado; Luiza Maria Wille Culau
Área temática: Educação

Resumo:
O Haiti foi o primeiro país latino americano que obteve sua independência. Por outro lado teve uma história marcada pela escravidão e por regimes totalitários. Tornou-se o país mais pobre das Américas e um dos mais pobres do mundo. Passou por uma grave crise econômica em 2003 sofrendo intervenção da ONU, liderada pelo Brasil. Em 2008 quatro ciclones atingiram o Haiti e em 2010 um fortíssimo terremoto matou mais de 150.000 pessoas e deixou um grande número de desabrigados. O Banco Mundial (2011) estima que aproximadamente 10% da população do país tenha emigrado (mais de um milhão de pessoas). Grande número desses emigrantes vieram para o Brasil. Em Curitiba e Região Metropolitana, segundo estimativas da Pastoral do Migrante, são mais de 2 mil, dos quais 60% homens com idade entre 20 e 40 anos. A maioria trabalhando na construção civil, em restaurantes e supermercados. Com o intuito de auxiliá-los, um grupo de pessoas vinculadas à UFPR e ao Celin passou a ofertar aulas de português para esses imigrantes cujo idioma nativo é o crioulo, apesar da maioria falar francês, em função da colonização. Essas pessoas contataram o grupo PET Computação, convidando-nos a lecionar um curso de informática. Algumas restrições se impuseram ao curso. Primeiramente, deveria estar vinculado ao aprendizado da língua portuguesa, em segundo ele deveria ocorrer no mesmo dia dessas aulas, de forma a minimizar os custos de deslocamento. Tornou-se então imperativo utilizar dois laboratórios de informática, com 12 computadores cada. Com isso, foi necessário limitar o tamanho das turmas. No processo de inscrição, cada interessado teve que julgar seu conhecimento de informática, escolhendo entre os níveis básico, intermediário e avançado. Ao final foram montadas duas turmas, uma de nível básico e outra de intermediário. As aulas do nível básico mostraram de início dois problemas para muitos dos alunos: não falavam português ou nunca tinha usado um computador. Os alunos instrutores estudaram os termos em francês de alguns componentes e algumas expressões básicas nesse idioma e foi necessário alterar o planejamento até que eles se familiarizassem com o uso de elementos básicos do computador, como teclado e mouse. Por outro lado, no intermediário, muitos já tinham domínio completo das ferramentas que seriam apresentadas. Alguns alunos, apesar de já terem conhecimento sobre o que era apresentado, continuavam a frequentar as aulas, pois tinham necessidade de receber uma certificação no Brasil para uma melhor inserção no mercado de trabalho.

Palavras-chave: inserção social, informática, imigrantes.