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Título: SIG-SAÚDE

Projetos vinculados:
Programa ao qual é vinculado:
Coordenador: Neilor Vanderlei Kleinubing
Vice-coordenador: Suzane de Oliveira
E-mail: neilork@yahoo.com.br
Setor do coordenador: Setor Litoral
Docentes participantes: Neilor Vanderlei Kleinubing; Suzane de Oliveira
Técnicos administrativos participantes:
Alunos Bolsistas: Abelardo Alves Garcia Neto; Sabrina Serafim de Souza; Tatiana Ribas Kleinubing; Mayara Ariadne de Souza
Alunos Voluntários:
Área temática: Saúde

Resumo:
A proposta deste trabalho nos municípios do litoral, iniciando por Matinhos. Na primeira etapa serão georreferenciados os equipamentos de saúde de todos os municipios do litoral (UBS, ESF, UPAs, HOSPITAIS, CAPS, SECRETAIRAS DE SAÚDE, ...) e na segunda etapa, o projeto de georreferenciamento na saúde, será o cadastro dos domicílios, comércio e indústria. Considerando o georreferenciamento, como um instrumento de visão espacial que usa o mapeamento para organizar a gestão, é um instrumento imprescindível para o planejamento das políticas públicas municipais. Sobre o zoneamento, por exemplo, ele designa o local apropriado para se construir indústrias, comércios, residências, além de apontar se determinada área é de risco, de encosta, ou de preservação de mananciais. O projeto implica em quantificar todo o segmento habitacional da cidade por quadras, definir sistema de zoneamento e localizar patrimônio, edificações tombadas, comerciais e residenciais, além das áreas de risco, de alagamento, de prevalência de agravos. Trata-se de uma planta genérica, por onde é possível visualizar e identificar toda a estrutura do município. Os docentes, acadêmicos e demais envolvidos com a política de saúde, participarão de seminários de orientações sobre as etapas do desenvolvimento do projeto esclarecendo além da metodologia, a importância do mesmo. JUSTIFICATIVA Em diversos momentos, tem sido apontada a necessidade de assegurar qualidade nas gestões através de diagnósticos mais fidedignos/técnicos, através de instrumentos que permitam analisar o estado de saúde da população e os serviços de saúde ofertados a partir de sua localização espacial. Conhecer as condições de vida e saúde dos diversos grupos populacionais é uma etapa indispensável do processo de planejamento da oferta de serviços e da avaliação do impacto das ações de saúde. Além disso “o enfoque epidemiológico atende ao compromisso da integralidade da atenção, ao incorporar, como objeto das ações, a pessoa, o meio ambiente e os comportamentos interpessoais” (Ministério da Saúde, 1997). Entretanto, Saúde Pública e ambiente estão intrinsecamente influenciadas pelos padrões de ocupação do espaço: não basta descrever as características das populações, mas é necessário localizar o mais precisamente possível onde estão acontecendo os agravos, que serviços à população está procurando, o local de potencial risco ambiental. Planejamento, monitoramento e avaliação de programas, estudo do contexto socioeconômico, vigilância em saúde (vigilância epidemiológica e sanitária), todas as ações essenciais à reorientação das ações do setor saúde são beneficiadas por uma visão incorporando a distribuição espacial. OBJETIVO GERAL Realizar o cadastramento/referenciamento de todos os equipamentos de saúde nos municípios do litoral, na primeira etapa; e na segunda etapa realizar o cadastramento dos domicílios, comércios ou indústrias, em cada lote do município, com endereço (nome do logradouro e número de porta), número de pessoas que compões a família, agravos, programas de saúde em que estão inseridos. OBJETIVO ESPECÍFICO 1- Construir um banco de dados georreferenciados, a partir da definição de variáveis sócio-econômicas e nosológicas, que permitam a estratificação espacial de situações de risco; 2- Fornecer dados que possibilitem a construção de mapas o planejamento e atuação mais direta dos serviços de saúde através da construção e implementação de um Sistema de Informações Geográficas, a ser utilizado na construção de um “modelo de vigilância”, identificando variáveis sócio-econômicas e nosológicas, definindo etapas metodológicas na construção de indicadores e estratificando espacialmente as situações de risco. METODOLOGIA Para a realização deste projeto, serão realizados seminários sobre a temática com os envolvidos, na primeira etapa será socializada as discussões sobre a temática e na segunda etapa a divisão das equipes de trabalho, na terceira etapa, iniciamos o cadastramento dos equipamentos de saúde dos municipios do litoral e após o cadastro dos domicílios, comércios ou indústrias para coleta das informações que irão alimentar o cadastro. E nas etapas seguintes serão apresentados os dados para a análise/discussão/tomada de decisões. AVALIAÇÃO A instalação de um sistema informatizado na Saúde, principalmente, das geotecnologias de informação espacial permitirá a produção de informações e acompanhamento da saúde da população, de forma mais ágil e, também, a geração de informações que não estão sendo realizadas por demandarem maior apoio logístico. Durante todo o desenvolvimento do trabalho, as atividades de campo serão voltadas para sensibilizar a Equipe de Saúde de que a utilização de uma nova tecnologia pode contribuir na busca de fatores de riscos ou proteção, não disponibilizado nos sistemas de informações de rotina e que dizem respeito à realidade que a cerca, com nitidez e precisão. PRODUTOS E/OU PUBLICAÇÕES Ao final da coleta os dados serão disponibilizados pelos municípios para os devidos ajustes nas políticas públicas. BIBLIOGRAFIA BARCELLOS, C.; BASTOS, F. (1996a). Geoprocessamento, ambiente e saúde: uma união possível? Cadernos de Saúde Pública, 12(3):389-397. CARVALHO,M. S.; CRUZ, O. G. (1998). Análise espacial por micro-áreas: métodos e experiências. In: Veras, R.P.(org.), Epidemiologia Contextos e Pluralidade, Rio de Janeiro, Editora FIOCRUZ/ABRASCO (Série EpidemioLógica, n°4): pag.79- 89. MEDRONHO, Roberto de Andrade e WERNECK, Guilherme Loureiro. Técnicas de Análise Espacial em Saúde. In

Palavras-chave: distribuição espacial da população, gestão em saúde, análise espacial.