CULTURA E IDENTIDADE: VIVÊNCIAS NO ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO

Nome do Coordenador: Marcia Regina Ferreira
Setor do Coordenador: Setor Litoral
Departamento do Coordenador: Campus Litoral
Nome do Vice-Coordenador: Cristiane Rocha Silva
Alunos Bolsistas: Daiane de Almeida Banks/Fundação Araucária, Juliano Rodrigues Alves/Proec, Jussara Cristiane Costa/Proec, Lucinei Aparecida Fragoso/proec, Thais Dubeux Lins
Participantes Externos: Rafhaelle Mariano Mendes
Área Temática: Cultura
Palavras-chave: Gestão Ambiental, Valorização da Cultura, Troca de Saberes

O Projeto tem como foco o envolvimento comunitário das famílias de São Joãozinho pertencentes a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba. A definição desta comunidade se deu diante de pesquisa em mais três comunidades, onde se verificou que a vulnerabilidade social era mais presente nesta comunidade. Diante da escassez de terra para plantar, pelas restrições de terra (tanto pela Proteção ambiental como pelo avanço do monocúltivo de Pinus), essas famílias estão oprimidas e sem opções para um meio de vida sustentável. O Objetivo é vivenciar os espaços de diálogos do campo, por meio de atividades na Comunidade Rural de São Joãozinho, como um lugar de vida, de aprendizado, de trabalho, de construção de significados, saberes e cultura que precisam ser reconhecidos e valorizados pela própria comunidade rural e acadêmica da UFPR Litoral. As ações se concentram em proporcionar estes espaços de diálogos por meio de visitas temáticas, atividades de Educação ambiental nas escolas, atividades lúdicas na comunidade, grupos permanentes de discussão sobre a realidade da comunidade, participação no Conselho gestor da APA de Guaratuba, o registro escrito da Historia da Comunidade, vivência dos extensionistas com reflexão critica sobre os acessos aos programas governamentais. O Envolvimento comunitário é um desafio colocado à realidade das trinta famílias presentes em São Joãozinho. Dadas as suas desilusões com as políticas públicas ambientais e seus agentes, o mercado explorador da produção do "industrianato em série" feito com a confecção de cestas trançadas de cipó e os agentes externos como os invasores de seu território e a invisibilidade governamental por estar sem o acesso de assessoria jurídica, assistência técnica para o plantio, saúde e educação. Para a equipe do projeto, essa comunidade representa uma dinâmica muito rica que nos faz aprender sobre as dificuldades da organização comunitária e as vitórias dos pequenos avanços. Os próprios eventos, organizados entre comunidade e universidade, contemplam atividades de confraternização, educação e politização seguindo os objetivos propostos pela comunidade. Os Aprendizados decorrentes dessa experiência participativa baseiam-se no fato da extensão contrariar o escopo tradicional de educação voltada para a economia de mercado, mostrando que é possível um trabalho de extensão que proporcione uma vivência real entre estudantes e comunidades rurais empobrecidas, pautado na perspectiva da emancipação social por meio da democracia participativa.

 

Protocolo: 3154
Registro PROEC: 753/12