REDE VIVA: USO DE DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS PARA A REDUÇÃO DOS DESCARTES DA PESCA ARTESANAL DE ARRASTO DE CAMARÕES DO LITORAL DO PARANÁ
Título do Projeto:
Coordenador: Rodrigo Pereira Medeiros
Unidade de lotação: Centro de Estudos do Mar / Centro de Ciências da Terra
Vice-coordenador: Henry Louis Spach
Alunos bolsistas: Eduardo Barreira de Oliveira (PROEC), Gustavo Zanfra Paitch (PROEC), Taynara Gonçalves Pinheiro(PROEC), Marcela Pagani Heringer de Miranda (PROBEM)
Alunos voluntários: Pedro Almeida Rodrigo, José Hugo Dias Gondim Guanais (Pós-Graduação PGSISCO), Lilyane Oliveira Santos (Pós-Graduação PGSISCO)
Docentes participantes: Luciene Lima
Palavras-chave: Pesca artesanal, Gestão Pesqueira, Enfoque ecossistêmico aplicado à pesca.
Área Temática da Extensão: Meio ambiente
A pesca artesanal de arrasto de camarões é uma importante atividade no litoral brasileiro. Também é considerada uma atividade com alto impacto ambiental, principalmente pela captura de espécies indesejadas ou de baixo valor comercial. Uma alternativa reside sobre a adoção de modificações tecnológicas, que aumentam a seletividade dos petrechos de pesca, com a exclusão de fauna acompanhante. O uso de dispositivos de redução da fauna acompanhante – BRD (do inglês Bycatch Reduction Devices) vem sendo experimentado desde 2008 no litoral do Paraná, demonstrando especialmente, redução da captura de espécies de peixes e crustáceos, sem perdas significativas da espécie alvo (camarão sete-barbas Xiphopenaeus kroyeri). Partindo destes experimentos, este projeto foi elaborado com o intuito de estruturar uma rede de diálogo e aprendizagem coletiva com pescadores artesanais no litoral do Estado Paraná e litoral extremo norte do Estado de Santa Catarina sobre o uso de dispositivos tecnológicos de redução da captura da fauna acompanhante na frota de arrasto de camarões. A proposta metodológica do projeto está orientada sobre três abordagens: a) oficinas demonstrativas sobre o uso de BRDs na pesca de arrasto; b) adoção voluntária de BRDs por parte dos pescadores; c) oficinas de articulação e diálogo entre os pescadores para avaliar o uso do BRD como instrumento de gestão pesqueira. Foram realizadas oficinas nas localidades de Pontal do Sul e Barrancos (Pontal do Paraná) e nestas reuniões já houve a manifestação de dois pescadores que se dispuseram a utilizar os BRDs em suas próprias redes. Há uma avaliação positiva dos pescadores sobre a abordagem metodológica, que permite um diálogo aberto e troca de conhecimentos e a valorização do conhecimento local, que contribui para o aprimoramento da confecção dos BRD.